SAÚDE

Burnout entre médicos!
59% afirmaram que os problemas se intensificaram com a pandemia.

Um levantamento realizado pelo site Medscape mostrou que o número de médicos com burnout e/ou depressão diminuiu 10 pontos percentuais desde 2018, mas entre os que disseram sofrer com esses transtornos mentais, 59% afirmaram que os problemas se intensificaram com a pandemia.

A pesquisa foi divulgada no dia 11 de dezembro e feita com com 2.475 profissionais, entre 9 de junho e 23 de agosto deste ano.

Na pesquisa, 1 em cada 10 médicos afirmou pensar em abandonar a carreira para sempre por conta da gravidade do burnout que sofre.

Entre os fatores mais citados para o agravamento do problema estavam baixa remuneração, excesso de tarefas burocráticas e muitas horas de trabalho por semana.

O transtorno ainda interfere nas relações pessoais, de acordo com 79% dos participantes da pesquisa.

Outros dados encontrados no levantamento:

 
  • 53% dos profissionais normalmente trabalharam mais de 40 horas por semana;
  • 54% gostariam de ter mais reconhecimento pelo seu trabalho pelo engajamento ao combate à covid-19;
  • 34% gostariam de ter uma compensação financeira pelas horas extras trabalhadas;
  • 60% se sentiam para baixo ou triste;
  • 51% acreditavam que estavam deprimidos por conta do trabalho e 53% achavam que esses sintomas impactaram no atendimento médico;
  • 34% apresentavam quadros de depressão grave;
  • 11% pensavam em abandonar a medicina por conta do burnout;
  • 79% achavam que a síndrome de burnout interferiu nas relações pessoais;
  • 33% já tiveram pensamentos suicidas;
  • 5% já tentaram o suicídio;
  • 74% acreditavam que o local de emprego não oferecia um programa para reduzir o estresse;
  • 47% procuraram ajuda de um profissional;
  • 44% reservaram um tempo para cuidar da própria saúde.



Faça a sua parte

Está todo mundo cansado, não só os profissionais de saúde —menos o vírus—, mas enquanto as vacinas não imunizarem um grande número de pessoas, os cuidados —nossos velhos conhecidos— ainda serão necessários.

Novas variantes do coronavírus têm chegado ao conhecimento dos cientistas e enquanto não há um número "certeiro" de quão mais infecciosas elas podem ser, e se impactarão nos imunizantes, é bom continuar se cuidando.

Lembre-se sempre:

A máscara é essencial. Inúmeros experimentos científicos mostram que ela diminui o inóculo viral, e isso é importante para a determinação da forma da doença, se é mais ou menos grave. Portanto, saiu de casa, use máscara. Por você e pelo próximo.

Distanciamento físico. Procure manter distância de ao menos 1 metro de outras pessoas em locais públicos, para diminuir o risco de infecção. Quando sair, tente permanecer em lugares arejados ou com boa circulação de ar. Evite ambientes fechados.

Higienização. Lavar bem as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel 70% são medidas que devemos tomar sempre, não só na pandemia. Nos locais fechados em que pessoas trabalham juntas --escritórios, por exemplo-- a higienização deve ser constante para minimizar o risco.

Autoisolamento. A maioria das pessoas com sintomas gripais não precisa procurar o hospital, mas quem é de grupo de risco deve contatar um médico assim que perceber sintomas, já que essas pessoas têm um potencial maior de apresentar um quadro grave da doença.

"Além disso, notou que está com sintomas leves, isole-se em casa; se os sintomas piorarem, como falta de ar, por exemplo, procure atendimento médico o mais rápido possível".

Fonte: UOL



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SAÚDE  |   13/12/2021 14h40