SAÚDE

Médico endocrinologista: o que é, para que serve, o que faz?
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O que é a endocrinologia?

A endocrinologia é a especialidade médica que cuida do funcionamento das glândulas, responsáveis por produzir e secretar diversos hormônios no organismo.

O nome é de origem grega, em que “endo” significa interno e “krino” significa separar ou secretar, isto é, uma “secreção interna”, referindo-se à liberação dos hormônios.

As glândulas responsáveis por produzir os hormônios são a tireoide, hipófise, hipotálamo, suprarrenais, gônadas, paratireoides e pâncreas. Outros tecidos também estão associados ao controle de substâncias reguladoras, como a gordura, o estômago, intestino, rins e a pele, por exemplo.

Quando algo não está funcionando bem em uma das glândulas ou tecidos citados, vários problemas de saúde podem surgir.

Continue a leitura para descobrir quando procurar a ajuda do endocrinologista e em quais condições ele pode te ajudar.

O que faz o endocrinologista?

Segundo a dra. Daniele Zaninelli, a endocrinologia é a especialidade médica que estuda as glândulas endócrinas e os hormônios por elas produzido. Além disso, estuda as alterações metabólicas e distúrbios decorrentes da deficiência ou excesso hormonal.

A função do médico endocrinologista, nesse caso, é investigar, tratar e realizar o acompanhamento dos pacientes que apresentam algumas das patologias provocadas por uma desordem hormonal.

Essas desordens podem ocorrer por diversos fatores, entre eles os fatores genéticos, de estilo de vida, e ambientais.

São exemplos de fatores ambientais as substâncias químicas presentes no nosso dia a dia, conhecidas como desreguladores endócrinos, que interferem na ação dos hormônios. Essas substâncias podem ser encontradas em pesticidas, embalagens plásticas e alimentos enlatados, na água potável, e até mesmo no pó doméstico.

Os distúrbios endócrinos podem ser divididos em três grupos principais:

 
  • Doenças causadas por deficiência hormonal;
  • Doenças causadas por níveis hormonais excessivos;
  • Doenças causadas pelo desenvolvimento de tumores (benignos ou malignos) nas glândulas endócrinas.

A lista de doenças tratadas pelos endocrinologistas é bem extensa. Entre elas estão: hipotireoidismo, hipertireoidismo e nódulos de tireoide, diabetes mellitus, obesidade, distúrbios menstruais e da fertilidade, síndrome dos ovários policísticos, distúrbios do crescimento e da puberdade, crescimento excessivo de pelos (hirsutismo), colesterol alto, doenças da hipófise, osteoporose, menopausa, andropausa etc.

No Brasil, essa área médica se fortaleceu a partir dos anos 1950, com o surgimento da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Com o passar dos anos, os profissionais dessa área foram ficando cada vez mais solicitados, devido ao aumento da identificação de doenças relacionadas a questões hormonais.

Uma das patologias que ganha um cuidado especial dos endocrinologistas é a obesidade. O número de pessoas que sofrem com essa condição é preocupante no país.

Endocrinologia e metabologia

É comum essas duas áreas estarem relacionadas, mas muitas pessoas têm dúvidas sobre o que trata, de fato, a metabologia. O nome, no entanto, é bem sugestivo, e nada mais é do que o estudo do metabolismo humano.

Nessa área, os médicos estudam as transformações energéticas que possibilitam a nossa sobrevivência, sendo a fonte disso tudo a nossa alimentação.

A metabologia é, portanto, a ciência que estuda os mecanismos químicos que permitem o funcionamento perfeito de nosso organismo.

A endocrinologia e a metabologia caminham lado a lado para um melhor entendimento das reações que permitem o crescimento e desenvolvimento adequados, o controle do peso e da composição corporal, além dos processos de fertilidade e envelhecimento, entre outros.

Dessa junção, existem quatro pilares do que seria ideal para uma boa qualidade de vida:

 
  • Prática de exercícios físicos regularmente;
  • Alimentação equilibrada;
  • Qualidade de sono e controle do estresse;
  • Tratamento adequado das disfunções hormonais.

De acordo com a Daniele Zaninelli, é importante diferenciarmos o termo “modulação” de “reposição” hormonal.

“O primeiro termo (modulação) se refere à prescrição de hormônios para pessoas que não apresentam deficiência hormonal comprovada, sendo geralmente realizada para fins estéticos e de antienvelhecimento, o que pode levar a inúmeros efeitos adversos. Esta prática não é reconhecida pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, e nem por outras sociedades médicas internacionais da área”.

Como funciona o sistema endócrino?

O sistema endócrino conta com as glândulas endócrinas, estruturas responsáveis pela produção e liberação de hormônios essenciais para o bom funcionamento do organismo.

Os hormônios viajam pela corrente sanguínea exercendo seus efeitos em órgãos distantes. Muitos atuam em diversos órgãos e tecidos, e por isso a deficiência ou o excesso de um único hormônio pode levar a sintomas variados.

Assim, o sistema endócrino se divide da seguinte forma:

Hipotálamo

O hipotálamo é uma estrutura do cérebro, e está localizado na sua base. Uma de suas funções principais é a de estabelecer uma conexão entre o sistema endócrino e o sistema nervoso.

Produz hormônios que controlam a produção hormonal da hipófise. Essas duas estruturas trabalham juntas para dizer às outras glândulas endócrinas quando é hora de liberar os hormônios que elas produzem. Esses hormônios regulam a temperatura corporal, o apetite e o peso, o humor, o desejo sexual, o sono e a sede, entre outros. Por isso, a função do hipotálamo está diretamente relacionada ao equilíbrio geral dos hormônios.

Hipófise

A hipófise, ou glândula pituitária, é considerada uma glândula mãe no organismo humano, pois é fundamental no funcionamento de diversas outras glândulas e seus hormônios. Ela se divide em duas partes: neuro-hipófise e adeno-hipófise.

Neuro-hipófise

A neuro-hipófise está localizada no lobo posterior da hipófise e é a parte responsável por liberar dois dos principais hormônios produzidos pelas células neurossecretoras do hipotálamo: a oxitocina e o hormônio antidiurético, também chamado de vasopressina ou ADH.

A oxitocina faz com que as gestantes tenham contrações uterinas no momento adequado, e contribuem para que a mulher não sofra hemorragia durante o parto, e também promove o fluxo de leite nas mulheres que estão amamentando.

O hormônio ainda está relacionado ao desenvolvimento da empatia entre as pessoas e ao prazer sexual. Por esses motivos, é considerado o hormônio do amor.

Além de estar presente em sentimentos de afeto, a oxitocina está relacionada na modulação da sensibilidade ao medo.

A vasopressina, ou hormônio antidiurético, tem o papel de promover a reabsorção de água pelos rins, promovendo o equilíbrio da água corporal.

Adeno-hipófise

Essa outra parte da hipófise, localizada no lobo anterior, é capaz de produzir outros hormônios dependentes do estímulo do hipotálamo. São eles os hormônios folículo-estimulante, luteinizante,  tireoestimulante, adrenocorticotrófico e prolactina. Além desses, é responsável também pela produção do hormônio do crescimento, o GH (Growth Hormone).

Cada um apresenta funções importantes e específicas para a saúde do nosso organismo:
  • Prolactina: estimula a produção do leite;
  • Tireotrofina: controla o funcionamento da glândula tireoide;
  • Adrenocorticotrófico: tem o papel de regular a secreção de glicocorticoides pelas glândulas adrenais;
  • Folículo-estimulante: é o hormônio responsável pelo estímulo dos folículos ovarianos (mulheres) e da espermatogênese (homens);
  • Luteinizante: Nas mulheres, esse hormônio regula o estrogênio. Nos homens, regula a testosterona;
  • GH: Promove o crescimento na infância e adolescência. Nos adultos ajuda a manter a massa muscular e óssea saudáveis, exercendo ainda outros importantes efeitos metabólicos.

Tireoide

A tireoide está localizada na região anterior do pescoço, abaixo da cartilagem conhecida popularmente como pomo de Adão. Apresenta formato de “borboleta”. Funciona através do estímulo do hormônio tireoestimulante (TSH), secretado pela hipófise.

O iodo é essencial para a produção dos hormônios tireoidianos. A deficiência desse mineral pode levar a complicações, como o aumento de volume da glândula (bócio), aparecimento de nódulos e hipotireoidismo.

O sal iodado é fonte importante desse nutriente e deve ser consumido com moderação, já que o excesso de iodo também pode ser responsável por disfunções da tireoide. Outra fonte de iodo na alimentação são os frutos-do-mar.

Os principais hormônios produzidos na tireoide são a  triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4). Quando a tireoide produz quantidades insuficientes desses hormônios ocorre o hipotireoidismo, e, quando produz em excesso, o hipertireoidismo.

Além de T3 e T4, a tireoide produz a calcitonina, que participa da regulação dos níveis de cálcio e fósforo no sangue.

Paratireoides

Existem quatro glândulas paratireoides, localizadas no pescoço, atrás da tireoide. O PTH, hormônio secretado por elas, é responsável pelo equilíbrio das concentrações de cálcio e fósforo na corrente sanguínea.

Quando o cálcio do sangue fica baixo, o PTH o traz de volta ao normal, movendo o cálcio dos ossos, e aumentando a retenção de cálcio pelos rins e intestinos.

Níveis excessivos de PTH (hiperparatireoidismo) promovem a liberação de cálcio dos ossos com aumento de seus níveis no sangue e na urina. Com o tempo, isso pode resultar em osteoporose (aumento do risco de fraturas), pedras nos rins e declínio da função renal.

Pâncreas


O pâncreas é uma glândula que está localizada atrás do estômago. Apresenta duas funções principais, que podem ser classificadas como: endócrina e exócrina.

A parte exócrina é responsável pela produção do suco pancreático, que participa da digestão dos alimentos. Já a parte endócrina é constituída por estruturas chamadas ilhotas de Langerhans, constituídas por células de dois tipos: as células alfa, que produzem glucagon, e as células beta, que produzem insulina.

A principal função do pâncreas endócrino é manter níveis equilibrados ​​de açúcar no sangue. Glucagon e insulina trabalham juntos. A insulina evitará que os níveis de glicose aumentem a um ponto que seja muito alto, enquanto o glucagon evita que os níveis glicêmicos fiquem muito baixos.

O diabetes tipo 1 é uma doença desencadeada por uma falha no sistema imunológico, que faz com que anticorpos ataquem as células produtoras de insulina, que deixa de ser produzida.

Já o diabetes tipo 2, o mais frequente, surge quando o pâncreas não produz insulina em quantidades suficientes, ou quando o corpo não consegue utilizar a insulina de forma adequada (processo chamado de resistência à insulina), o que está fortemente associado ao excesso de gordura abdominal.

Adrenais ou suprarrenais

As glândulas adrenais, ou suprarrenais, estão localizadas sobre os rins. Cada uma é composta por duas regiões distintas, o córtex e a medula.

Entre as funções do córtex está a produção e secreção de glicocorticoides e mineralocorticoides, além de esteroides sexuais.

O cortisol, um glicocorticoide, interfere no metabolismo de glicídios, lipídios e proteínas. Tem ainda efeitos sobre o sistema imunológico (antialérgico e anti-inflamatório), sobre o trato gastrointestinal e os ossos.

Já a aldosterona, um mineralocorticoide, promove a reabsorção de sódio e a excreção de potássio pelos rins, influenciando na pressão arterial.

Os hormônios produzidos pelas adrenais modulam nossas reações ao estresse. Isso porque na medula acontece a produção e secreção de catecolaminas (adrenalina e noradrenalina).

A adrenalina desencadeia uma série de respostas ao estresse. Essa reação faz com que as passagens de ar fiquem mais dilatadas para fornecer aos músculos o oxigênio de que precisam para lutar contra o perigo, ou fugir. Também faz com que os vasos sanguíneos se contraiam para redirecionar o sangue para os principais grupos musculares, além do coração e pulmões.

A sensibilidade do corpo à dor também diminui como resultado da ação da adrenalina, e é isso que permite que se continue correndo ou lutando contra o perigo mesmo quando se está ferido.

Gônadas

São as glândulas que produzem e secretam os hormônios sexuais. São representadas pelos ovários (nas mulheres) e pelos testículos (nos homens). As principais funções dos hormônios produzidos pelas gônadas são o controle do ciclo reprodutivo, a determinação do aspecto físico típico de homens e mulheres, e do comportamento sexual.

Nas mulheres, o estrogênio (ou estradiol) e a progesterona são os principais hormônios sexuais. Participam da  puberdade, preparam o corpo e o útero para a gravidez, e regulam o ciclo menstrual. Durante a menopausa, as alterações no nível de estrogênio causam muitos dos sintomas típicos dessa fase.

A testosterona é o principal hormônio sexual nos homens. Atua na puberdade, no aumento da densidade óssea, no crescimento de pelos faciais, na fertilidade e no aumento da massa e da força muscular. A andrologia é a área especializada no tratamento de problemas relacionados a esse hormônio.

Fonte: Minuto Saudável



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SAÚDE  |   13/12/2021 14h40